Viaje na Janela

Mr. Poulet

Novembro 20, 2009 · Deixe um comentário

Todas as pessoas encaram Paris como a capital da moda, e muita gente tem como sonho de consumo uma das grandes marcas francesas, Chanel, Louis Vuitton, Yves Saint Laurent entre outras. Não preciso nem comentar sobre onde encontrá-las na capital francesa. Eu não sou uma segudora aficcionada por moda e acessórios, mas gosto de usar roupas diferentes e divertidas e fiquei apaixonada por uma loja, a Mr Poulet.
Conheci a loja pela internet e como ela mesmo se define, a Monsieur Poulet é: “um site de vendas (com participação ativa) de roupas e acessórios com certificado de Fairtrade, onde artistas, entusiastas e visitantes eticamente convencidos se encotram diariamente para um concurso permanente”. Como funciona? É 1 site que promove concursos de estampas, o vencendor do mês é colocado em camiseta em quantidade limitada. Qualquer pessoa pode votar em sua estampa favorita e depois fazer o pedido pela internet, ou retirar na loja.
Agora a Mr. Poulet possui várias lojas físicas no Marais, bairro de roupas descoladas,  na Rue de Rivoli e outros. Quando fui, havia apenas 1 loja em Paris, hoje já são 4. Não vendem apenas camisetas, têm também casacos moletons, camisetas manga comprida e acessórios masculinos e femininos. Em muitas cores e o mais legal é ela segue o padrão que iniciou na internet. As estampas da loja são exclusivas, pouquíssimas peças iguais. E o artísta ganha 2 euros por peça vendida, e no máximo 1200 euros por estampa, já que ela é impressa em vários lugares (camisetas masculinas – 200 e femininas – 100)
Além de tudo, você ainda contribui para o meio ambiente pois ela utiliza apenas algodão certificado e materiais sustentáveis – isso é o certificado de Fairtrade. Vale a pena dar uma conferida se você gosta ou para dar de presente de roupas diferentes e camisetas. As roupas não são baratas, os preços são em torno de 30 euros, mas acho que vale pela exclusividade, qualidade, design e cuidado com o meio ambiente. Para mais informações visite o site: http://www.monsieurpoulet.com/home.html

Algumas fotinhos de camisetas:

Modelos de estampas

 
Endereço:
Altermundi Beaurepaire
25 rue Beaurepaire
75010 Paris
 
Altermundi Paris
41 rue du Chemin vert
75011 Paris
 
Altermundi Rivoli
9 rue de Rivoli
75004 Paris
 
39 Charonne
39 rue de Charonne
75011 Paris

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Museu de História Natural de Londres

Novembro 7, 2009 · 1 Comentário

 naturalO Museu de história natural de Londres é um espetáculo apenas pelo seu exterior. Assim que saí do metro, e dei de cara com a construção, fiquei admirada. Uma construção belíssima situada na conhecida Exhibition road, onde extistem outros 2 grandes museus – Victoria & Albert Museum e Science Museum. Além disso, a região é cheia de restaurantes, lojas – pertinho da famosa Harrod’s – e outras atrações históricas. Para a lista completa clique aqui (em inglês). Ideal para levar as crianças, e até mesmo adultos têm a diversão garantinda. Eu fui sozinha e me acabei de andar e brincar nas partes do museu. Quem curte animais e plantas pode passar horas lá dentro. Sâo 70 milhões de espécies, de plantas, fósseis, animais e rochas, do mundo inteiro. Os animais são de tamanho natural, inclusive os grandes mamíferos, como baleias e mamutes  até uma Lula (Squid) gigante. A parte sobre o sistema solar impressiona, e existe uma seção chamada ‘The Power Within’ onde as pessoas podem sentir a sensação de estarem num terremoto. Existe um canto com experimentos de ilusãoo de ótica, onde você pode ver experiencias brincar a vontade. No entanto, a maior atração desse Museu é a parte dos dinossauros. Existem ossadas de várias espécies e muita informação para ler. Ainda mais, as crianças (e adultos) ficam encantados pelos dinossaurozinhos articulados,  e pelo grande T-Rex que se mexem como se fossem ‘reais’.
DSC03599

Dentro do prédio

E tudo isso de graça! Como a maioria dos museus públicos do Reino Unido, você não paga nada para entrar, pode ficar lá o tempo que quiser, e pode doar alguns pences ou pounds para o Museu, antes ou depois da visita. Existem algumas atrações pagas, dentro do Museu, mas nada especial se você não for nenhum aficcionado pelo assunto. Se você for ficar mais alguns dias em Londres,que dê para sair da linha Oxford Steet, Big Ben e outras atrações principais, sugiro pegar1 dia e fazer toda a região de Kensington e South Kensington a pé. Lá você encontra uns ‘parques particulares’ fechados a chave, coisa que só vi por lá, conhecer a antiga residência da Princesa Diana, conhecer a Harrod’s e muitas outras coisas. Chegar no museu é facinho, é só pegar o metro e descer na South Kensington Station, pela Circle, District ou Picadilly Line – depende da sua localização.

Só um aviso, se você não tem muita paciência com crianças, não vá. Ou escolha um dia de semana em período letivo.

 
 
 
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Fachada do prédio

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Pedras preciosas

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Dinossauros

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Grandes MamíferosDinossauros

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Opa! Ganhei um selo!

Outubro 14, 2009 · 1 Comentário

seloEstava desaparecida, mas sempre que dava,  acompanhava o que estava acontecendo na blogosfera. O blog Viaje na Janela recebeu um selo de reconhecimento do blog  Viver Paris!! Fiquei super feliz pois mostra  que o escrevo aqui com o muito prazer, também é apreciado por outros blogueiros. Como não vou quebrar a regra, indico mais 5 blogs para recebê-lo. Escolhi os meus de acordo com o tema viagens, e em todos colhi informações ótimas para fazer as minhas. 

1- De Mochilão

2- Turismo e Variedades

3- DryEveryWhere

4- Cidadão do Planeta

5 – Ducs em Amsterdam

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Azay le Rideau e o mito de Psique

Outubro 5, 2009 · Deixe um comentário

Demorei um pouco mas estou de volta! O Azay le Rideau é um castelo pequeno, mas super charmoso. Este foi o último que visitei no Vale do Loire, e posso dizer que  gostei bastante.  Situado em Chinon, ele foi um dos primeiros de estílo renascentista a ser construído na região entre 1515 e 1527. Sua fundação está dentro do rio Indre. E a vista lateral do castelo, refletido na água do rio é muito bonita. Saem fotos belíssimas alí. A grande inovação da época deste castelo foi a escadaria central decorada, ‘escalier d’honneur’.

Lá acontecem exposições de diversos temas durante o ano, e no momento em que fui, havia desenhos, esculturas, tapeçarias que se encarregavam de contar o mito de Psique e Eros (A união do Amor e da Alma). Para quem não conhece, vou fazer um breve resumo. (Sempre gostei de mitologia grega…rs)

Psique era uma mortal  tão bonita, que causou ciumes em Afrodite, a Deusa da beleza, porque os homens deixavam de ir ao seu templo para admirar a jovem. Para se vingar, ela mandou seu filho Eros, Deus do amor, acertá-la com suas flechas para ela se apaixonar pela coisa mais feia que existisse. Só que sem querer, Eros acabou se ferindo com a própria flecha e ficou perdidamente apaixonado por Psique. Ele passou a “miguelar” flechas na direção dela. Então apesar de ter vários admiradores, ela não se interessava por ninguém, e ninguém também se tornava seu pretendente. O Oráculo de Apolo, influenciado por Eros, diz ao pai da garota que ela deve se casar com um ser monstruoso no alto de uma colina. Para não contrariar os deuses, eles se preparam para o casamento. Aos prantos ela sobe na colina, espera muito e adormece. Psique é levada para um lugar lindo, florido, onde é bem servida e tratada. Apesar de tudo ela se sente sozinha, até a noite, quando o marido chega. O Deus do Amor disfarçado, a enchia de prazeres e caricias e tudo mais. Só que ela não podia nunca procurar por ele, nem tirar seu capuz. Psique não sabia quem ele era – achava que era o ser mosntruoso. E Eros não podia contar, por temer que a ira da mãe caso descobrisse que ele não tinha feito o que ela tinha mandado. Por estar muito sozinha, Psique convence o marido a levar-lhe as irmãs para uma visita. Elas começam a ficar invejosas da irmã, com um palácio lindo e feliz, e armam para acabar com a felicidade dela. O plano é que Psique descubra a cara do marido, com uma lamparina. Ela ve que Eros, na verdade, é um homem muito bonito. Ao mesmo tempo ele acorda, se fere com oleo quente (uma chaga), diz que o Amor não existe sem confiança e parte para a casa da mãe. Psique fica vagando de templo em templo, pedindo ajuda aos deuses para que o tragam de volta e que ajudem a aplacar a ira de Afrodite, sem sucesso. Finalmente, ela encontra Afrodite que dá 4 tarefas desumanas a ela, para que possa se reconciliar com o Amor. Afrodite espera que Psique que passasse a vida inteira tentando realizá-las ou que perdesse a beleza no processo. Ela teve auxílio em todas elas e após a última, pegar um pouco da beleza de Perséfone (mulher de Hades) e entregar a Afrodite, ela fica vaidosa, não pretende se reencontrar com o marido feia e desgastada. Ela abre a caixa com a beleza e cai num sono profundo. Eros, já curado, convence a mãe a parar com a perseguição e convence Zeus a torná-la imortal para que assim, eles pudessem se casar. Afrodite aceita, porque como ela será imortal, os homens sairão mais do seu templo  para admirá-la pois ela estará no Olimpo, cuidado dos filhos e marido. E assim, tudo acaba bem. Quem quiser ler o mito mais completo pode clicar aqui

 

Então para os romanticos de carteirinha ou para as pessoas que gostam de mitologia, foi um prato cheio. É sempre bom verificar o que está acontecendo por lá. Pode ser algo interessante e o castelo é bem bonitinho também. O valor da entrada é:

Adultos : 8 € 
Estudantes, idosos e deficientes : 5 € 
Grupos (a partir de 20 adultos) : 6 € 
Menores de 18 anos: Gratuito

Algumas fotinhos: 

Vista da entrada
Vista da entrada
Vista da sacada do 1º andar

Vista da sacada do 1º andar

Lateral - o rio Indre

Lateral - o rio Indre

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Escultura de Psique e Eros
Escultura de Psique e Eros

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Dando notícias

Outubro 2, 2009 · Deixe um comentário

Gente, eu sei que ando sumida do blog há algumas semanas. Ando um pouco ocupada e cansada, mas acho que até semana que vem já estarei em forma para voltar de vez com o último post sobre o vale do Loire, com mais informações sobre a europa, e outros lugarezinhos legais também. Desculpem mesmo! Até logo!

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Villandry e seus jardins

Setembro 11, 2009 · Deixe um comentário

Não sou muito confiável quando o assunto é castelos, acabo sempre achando algo interessante neles, seja para ler, estudar ou visitar. Mas o Castelo de Villandry é fenomenal, e já decidi que quando voltar para a região, volto nele. Motivo: Uma chuva torrencial ‘limitou’ minha visita pelos magníficos jardins, e aposto que em dias ensolarados, eles devem ser ainda mais maravilhosos. Com certeza os mais bonitos que já vi. Vamos a história do castelo.

Ele fica a 15km de Tours. Foi um dos últimos grandes castelos construído na região do Loire, terminado em 1536. No local, conhecido como Colombiers, havia uma fortaleza da qual restaram apenas a fundação e a torre de menagem que se destaca do restante da construção. Os descendentes do proprietário original, conservaram o castelo do modo como eram até 1754, quando foi comprado e atualizado com os padrões de conforto e higiene do século XVIII. Depois disso, ele foi abandonado, tanto que chegou quase a ser demolido, tal eram as condições inabitáveis. Entretando, em 1906, Joachim Carvalho, o adquiriu e teve a brilhante idéia de restaurá-lo aos padrões renascentistas, e isso incluiu os jardins, do modo como os vemos hoje. 

Os jardins são divididos em cinco:

Jardim do amor – Suas formas expressam os tipos de amor existentes.

Jardim dos vegetais – Todo feito com plantas comestíveis como: repolho, beterraba. Nunca pensei que plantação de comida poderia ser tão harmoniosa e bonita. Quando as frutas e vegetais estão no ponto de serem colhidos, eles  são distribuídos aos visitantes. (Informação da guia)

Jardim musical – Sua disposição é uma homenagem aos instrumentos musicais e seus sons.

 Jardim das ervas -  O aroma deste jardim pode ser sentido de longe. É uma delícia passear por entre os arbustos de ervas medicinais e sentir os diversos cheiros.

Jardim da água - Possui um espelho d’agua no estilo Louis XV, e um clima de meditação e descanso, quando se olha a água parada, rodeada por verde.

Não tive tempo de ir ao labirinto, nem de ficar espalhada muito pelos jardins. Mas recomendo a todos, no Vale do Loire, este é um castelo que não se pode perder. Eu fique felicíssima, pois foi um dos castelos que mais amei, e ainda, onde eu gastei menos na entrada…rs

O valor da visita:

Adulto: €9 (castelo e jardins) €6 (só os jardins) 

Crianças e estudantes (- de 25 anos): €6 (C e J)€ 3,50 (j)

Quem quiser o audioguide, paga três euros a mais.

Castelo ao fundo

Castelo ao fundo

Vista do pátio

Vista do pátioJardim de vegetais

Jardim do amor

Jardim do amor

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Chateau Royal d’Amboise

Agosto 27, 2009 · Deixe um comentário

 O post dessa semana vai para um que elegi um dos meus castelos favoritos do Vale do Loire. Como disse a semana passada, ele fica pertinho do Clos Lucé, em Amboise. Para chegar, você tem que subir uma rampa altinha pois ele está em uma colina, passar por portões, uma aventura…rs  A história dele é tão cheia de reviravoltas, que nem tem como eu contar tudo aqui, mas vou resumir.
Contruído na idade média como uma fortaleza, o castelo se tornou propriedade real em 1434, sua localização estratégica, em frente ao rio Loire, fez com que ele se tornasse preferido do rei Louis XI. Após diversas remodelações aquitetônicas e expansões, se tornou a casa de três reis: Charles VIII, Louis XII, e Francois I.

Após os tempos de glória, diversos conflitos religiosos entre protestantes e católicos, envolvendo o ‘clã’  dos Bourbons e o ‘clã’ dos Guise, fizeram com que Amboise ficasse em segundo plano, e o Castelo se tornou uma prisão sob o reinado de Louis XIV. Durante a Revolução Francesa, grande parte do castelo foi destruída, à mando de Napoleão. E ainda para acabar de demolir matar, os alemães em 1940 causaram ainda mais danos ao castelo (Uma perda irreparável na minha opinião!!) Tanto que hoje, como pode ser visto na foto abaixo, está aberto ao público 10% do castelo original (informações do guia).

Apenas o que está em preto existe hoje

Apenas o que está em preto existe hoje

O exterior do castelo é belíssimo. Esse parece aqueles que a gente sonha em ter, se fossemos reis ou rainhas. Mas o que mais me impressionou foi a riqueza de detalhes. As paredes decoradas com o símbolo do rei da França, a flor de lis, e uma lareira magnifica que tem em um dos salões. Sem contar o exterior, que possui jardins enormes (como de praxe em castelos) e a capela de Saint-Hubert que abriga os restos mortais de Leonardo DaVinci. E para terminar a visita com muito requinte, embaixo do castelo, do lado de fora, existe uma cave onde você pode degustar diversos vinhos. Não sou nenhuma expert, (mas mãe e Guga tomaram e acharam muito bom) e ficam em torno de 5 -10 euros, a não ser que você queira a jóia da casa…rs Ah, o guia falou (depois que ja tinha degustado e comprado :S) que a especialidade dela são os vinho brancos.

Os valores  para a entrada no castelo, capela e jardins são:

Adultos: € 9,5  Estudantes: € 8 Crianças (7 a 14): € 6

Fotinhos do lugar 

Exterior

Exterior

Não dá para ver, mas as paredes são todas esculpidas

Não dá para ver, mas as paredes são todas esculpidas

Lareira

Lareira

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Clos Lucé

Agosto 20, 2009 · 1 Comentário

 
Estive sumida por 1 semana para resolver assuntos pessoais, mas estou de volta com a série sobre os lugares do ‘Vale do Loire’.  A mansão Clos Lucé  não é um castelo,  mas tem sua importância  porque foi o local onde Leonardo DaVinci viveu por três anos e morreu em 2 de maio de 1519, aos 67 anos.  Aí vai uma dica, se você não curte muito DaVinci ou não tem interesse em ver coisas dele, saiba que pode dispensar a ida ao local. A casa está situada a 500 metros do Chateau Royal d’Amboise (Muito bonito e será tópico do próximo post) e dizem que é ligada ao castelo por um túnel subterrâneo, o qual o Rei Francois I utilizava para ter encontros com Leonardo, a quem admirava muito. O pintor, arquiteto e engenheiro trouxe com ele, três de suas mais importantes obras: A monalisa, A virgem e o menino com Santa Ana e São João Batista. 
Bicicleta e "carro"

A casa foi um emblema da renascença na França, sob o reinado de François I, e hoje é um tributo total ao grande artista italiano. A parte interior é como se fosse uma casa habitada. Os móveis estão lá, utensílios de cozinha, e o quarto de trabalho de Leonardo DaVinci também, com manuscritos originais. No subsolo, foi criado um espaço que deu vida às engenharias do engenheiro e arquiteto DaVinci. Alunos da IBM analisaram os projetos e manuscritos do artista e recriaram 40 miniaturas de suas obras, do modo que seriam feitos na época. Isso quer dizer, utilizando materiais, e tecnologia da época (Como a foto acima). Além disso, ao redor da casa, existe um enorme parque com 15 das invenções em tamanho natural: Pontes, a hélice em parafuso, canhão, o moinho de múltiplos cilindros… E vários pontos onde você senta e escuta algo sobre técnicas de pintura, e imagens mais importantes do pintor.

Uma pena que não consegui ver todas funcionando porque o tempo era curto, o dia longo e o parque gigante.

Endereço: 

Le Château du Clos Lucé – Parc Leonardo da Vinci

Dernière demeure de Léonard de Vinci

37400 Amboise

Val de Loire – France

Tarifas:

Alta temporada: €12,50 adultos, € 9 estudantes e € 7 crianças

Baixa temporada: € 9,50 adultos, € 7 estudantes e € 6 crianças 

 

  DSC00796

 
Lateral da casa

Lateral da casa

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Roteiro pelo centro de São Paulo

Agosto 7, 2009 · 2 Comentários

Uma quebra na rotina de cidades européias, resolvi falar hoje de uma brasileiríssima.

Muitas pessoas falam que só somos turistas na cidade dos outros. Faz tempo que faço de São Paulo minha cidade aos fins de semana, desde 2007. E mesmo assim, nunca tinha conhecido alguns pontos principais da cidade. Semana passada resolvi acabar com isso. Guga e eu fomos à um passeio no centro de São Paulo a pé. ADOREI! Iniciamos o passeio pela praça da Sé, o marco zero da cidade. Um pequeno monumento que serve como indicação das rodovias que saem da capital. Descemos na estação de metrô do mesmo nome, e andamos até a Catedral da Sé. Ela começou a ser construída em 1913 e foi conluída em 1954. No local original da antiga Catedral de São Paulo, construída em 1589. Ela lembra muito a Catedral de Notredame, talvez por serem do mesmo estílo arquitetônico, o gótico. Achei lá dentro belíssimo.

De lá, partimos ao Largo de São Francisco, onde fica a faculdadejurídica mais antiga do Brasil, criada em 1827.  Uma pena o prédio da faculdade estar fechado, pois seria interessante ver como ele é por dentro. O prédio lemra aquelas construções da época do Império, e ao lado tem uma Igreja de São Francisco muito bonitinha. Por um momento, me lembrou Salvador e o Pelourinho.

Chegamos ao Pátio do Colégio (ou Páteo do Colégio), local de fundação da cidade, e onde está localizado o Museu do Anchieta, sobre o Jesuíta. Além de uma capela, foi recém reformada, possui um altar com um crucifíxo do século XVII e fundo de azulejos dourados. Mas a arquitetura da capela é bem simples, como deveria ter sido na época da fundação. Uma peça peculiar que está em exposição lá dentro, é o fêmur do Padre José de Anchieta. Não me pergunte o porquê, nem a razão de ter apenas um osso da perna… rs

No mesmo local, existe um café-restaurante super charmoso, Café do Pateo, cheio de jardins e mesinhas. Eles servem almoço e várias sobremesas. Para quem gosta, recomendo a tortinha de morango, uma das melhores que já comi. Os pratos individuais custam por volta de R$ 22 a R$ 30. Dalí andamos bem pouquinho e saímos na Ladeira Porto Geral (Metrô São Bento), porta de entrada para a super conhecida região de comércio ilegal da 25 de março. Como sempre estava bombando. Se for se aventurar a descer a ladeira, esteja preparado para o empurra-empurra muvuca. Como sou habitué da 25, não fui até lá. Você ainda pode passar pelo Mosteiro de S. Bento ( onde ficou hospedado o Papa), e subir no prédio do Banespa, aquela torre famosíssima (apenas em dias de semana) 

Voltei em direção à praça da Sé, em direção à praça João Mendes, segui na direção da Liberdade. Foi lá onde almocei . Bairro dos imigrantes orientais da capital paulista, a região é um prato cheio – desculpe o trocadilho – para quem gosta de comida oriental. Existem restaurantes, japoneses, chineses, coreanos, enfim… Minha recomendação é um por quilo, Itiriki, que fica bem na Praça da Liberdade mesmo. Há uma farta opção de pratos da culinária chinesa e japonesa, à preços acessíveis. O bairro tem existem lojinhas com produtos orientais, mercadinhos e uma feirinha cheia de produtos bacanas. Para as mulheres: na rua Galvão Bueno, tem uma loja de cosméticos de vários andares, a Ikesaki, e shoppingzinhos com boxes de produtos de cabelo de marcas ‘premium’ um pouco mais baratos que o convencional.

Fiz tudo isso e quando decidi voltar para casa, estávamos no meio da tarde, 15 h. Cheguei a uma conclusão, São Paulo aos fins de semana é uma cidade maravilhosa! Nos oferece opções infinitas do que fazer. Só uma recomendação… Ao fazer esses passeios é bom ir de manhã e estar bem atento aos pertences, pois o local tem muitos moradores de rua, viciados e etc.  Oportunistas furtam carteira, celulares, e outros pertences de valor, ou te assaltam na cara dura. Então vá previnido, bolsa sempre visível, muita atenção e nada muito ostentoso na roupa e acessórios. Os contrastes da cidade… rs

 O mapinha abaixo só falta a região da liberdade, mas é super fácil chegar a partir da praça da Sé. Seguindo o traçado, dá para conhecer tudo que falei e muito mais.

Mapa do centro
Mapa do centro

Para quem não quiser se aventurar sozinho, existem passeios organizados em grupos, pelo centro. Eles acontecem de terça a domingo, às 10h e às 14h. São cerca de 2 horas de passeio, sem visita interna aos prédios. O ponto de partida é na praça Antonio Prado, 9. Informações: 0/xx/11/ 3241-5822 (ramal 221).
 

Outros  passeios:

Andar vagarosamente, absorvendo a Av. Paulista desde o início na Av. Bernardino de Campos, até a Rua da Consolação. Acho uma das mais bonitas avenidas que já conheci. Os prédios, alguns casarões, o movimento dos carros, o Conjunto Nacional. (Faça isso de preferência fora dos horários de pico ou no fim de semana, para não correr o risco de ser levado pela multidão de trabalhadores)

 

Descer no metrô Praça de República e andar na Av, Ipiranga até avistar o Copan, prédio projetado por Niemayer. Passo lá sempre, e sempre ele me chama atenção. Siga até a Av. Consolação, e chegue na Catedral, belíssima também.

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Castelo de Chenonceau

Julho 30, 2009 · 2 Comentários

 Este castelo, é conhecido como o Chateau des Dames, sua história remonta ao século XIII, mas sua importância só surge por volta do século XVI, por causa das intrigas reais que o envolveram. Lá viveram mulheres famosas da história francesa como Diane de Poitiers (amante de Henrique II) e Catarina de Médici (mulher legítima e regente do país depois da morte de Henriquei II), além de 5 rainhas, a Rainha Margot (do filme, para quem o assistiu), Elisabeth de France, Marie Stuart, Elisabeth da Áustria e Louise de Lorraine. Ele possui jardins belos à sua volta, mas é mais famoso pelo peso histórico e coleção de mobiliário renascentista, e tapeçarias do século XVI e XVII. Ele está na margem do rio Cher. Quem quiser saber mais sobre a história pode clicar aqui ou visitar o site oficial aqui.

Pode ter sido azar meu, mas não fiquei tão feliz com a visita desse castelo, que depois de Versalhes, é o que recebe mais visitantes da França. (Prometo que ainda faço um post sobre o Magnífico castelo de Versalhes) O lado de dentro é muito bonito, a sala verde da Caterine de Médici, as tapeçarias (o cheiro de coisa velha), os móveis… Claro que ele é legal, como todos os castelos são para mim, e carrega uma importância histórica muito grande, mas fiquei decepcionada. Por que? Por causa do exterior. Achei que as fotos publicitárias dele mostravam um castelo muito mais bonito e imponente do que encontrei na realidade. O dia não estava muito bonito, e o castelo ainda estava em reforma, além de achar os tijolos carcomidos  ‘nao preservados’,  acho que o motivo da reforma. Quem quiser fazer uma visita ao castelo pela internet, as salas estão muito bem expostas aqui. Se eu soubesse teria dado prioridade à outros castelos que não deu tempo de ir e se voltar para lá, não visitaria Chenonceau de novo. Vale relembrar que as opiniões variam,  já ouvi pessoas dizerem maravilhas sobre ele, então acho que só estando lá para poder avaliar.  Do lado de fora, além dos jardins, existe um restaurante que dizem que é muito bom, L’orangerie, além da loja de souvenirs.

O valor de entrada
Adultos:
10 €
Crianças de 7 a 18 anos :
8 €
Estudantes – apresentando carteirinha e/ou comprovante :
8 €

As visitas com audio custam 4 euros a mais, independente da categoria na qual você se enquadra.

 Algumas fotinhos:

Vista lateral do castelo

Vista lateral do castelo

Entrada do castelo

Entrada do castelo, comigo na porta... rs

 

Quarto da Diana de Poitier, favorita do rei Henrique II

Quarto da Diana de Poitier, favorita do rei Henrique II

Aposento Luis XIV, criado para a visita do monarca

Aposento Luis XIV, criado para a visita do monarca

O labirinto

O labirinto

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