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Barcelona Parte 2

Onde comer bem e barato

Para comer bem e barato em Barcelona é preciso ficar de olho no relógio. Aqui, “mediodía” não é sinônimo do nosso meio-dia, ou seja, 12 horas. O conceito “mediodía” é um período abstrato que vai mais ou menos da uma da tarde às 3 e meia. Em outras palavras, é a hora do almoço catalão.

Se você é daqueles que têm fome antes ou depois dessa faixa horária, prepare para encarar um sanduba. É dificílimo achar um restaurante decente aberto a qualquer hora, como no Brasil. E se você é daqueles que passam o dia com o café da manhã e comem como um visigodo no jantar, deve estar preparado para gastar o dobro, no mínimo.

Para nós, brasileiros, é difícil entender porque o mesmo filé de peixe com verdurinhas custa X no almoço e Y no jantar. Mas aqui é regra: quase todos os restaurantes bacanas da cidade têm um “menu de mediodía”, uma versão simplificada e (muito) econômica do cardápio tradicional que vale na hora do almoço, de segunda a sexta. Para quem quer economizar, almoçar nos restaurantes badaladinhos durante a semana é um programão. E aqui vai uma listinha de alguns dos “menus de mediodia” favoritos, os preços variam de 9 a 15 euros:

Cheese Me: cozinha criativa com queijo em praticamente todas as receitas. O único problema: o a decoração é tãããão modernete (maldito japonês bam bam bam que assinou o projeto) que apenas duas meses são razoáveis para quem vai em turma. Os demais sentam em balcões e ficam com torcicolo. Ligue e reserve o diabo das mesas, pois…

Carmelitas (foto): os ingredientes são frescos e vêm diretamente do Mercado de La Boqueria. É bom pra quem quer uma coisa light, simples e boa. Localizado em um antigo convento de freiras Carmelitas reformado. Tem ambiente animadinho.

Silenus (Carrer dels Angles, 8, 93 302 26 80): Lindo restaurante ao lado do Macba, que serve cozinha mediterrânea criativa gostosinha.

Quatre Gats: Restaurante famosíssimo, onde Picasso passou grande parte de sua juventude boêmia. Excessivamente caro no jantar, serve um menu honesto e em conta (cerca de 15 euros) no almoço. Imperdível.

Un Posto al Sole: A parede anda precisando de uma pintura, mas é meu italiano favorito. O menu do almoço é saradíssimo, com direito a uma pizza inteira (individual mas enorme)

 Tapa Tapa
Por estar em pleno Passeig de Gràcia, pode parecer um daqueles bares com preços inflacionados e qualidade duvidosa “pega-turista”. Mas não é. A variedade de tapas e de deixar qualquer um atordoado e a qualidade é de primeira. O pan con tomate é perfeito, o bolinho de bacalhau é o melhor da cidade e a saladinha de queijo de cabra é impecável. E para acompanhar tudo isso, uma carta de cervejas importadas excelente.

Viaje dentro do budget

Já que estamos no assunto dinheiro…rs resolvi falar  de outra maneira de fazer o dinheiro render mais: economizando na viagem. Pensei em algumas técnicas que utilizava quando fiz intercâmbio para Montreal e me resultaram em uma graninha extra todo dia.

Viaje em baixa estação. Você evita lugares cheios e com muitas filas. (Acho que a excessão é a Torre Eiffel, tem fila sempre… rs) Os voos e hospedagens são mais baratos. Viajar em julho e dezembro é sempre mais caro. Aqui no Brasil, sempre vou a Ilhabela, e na temporada de cruzeiros (verão), os preços são muito mais elevados que o normal, no exterior não seria diferente. No entanto, se você não curte frio, pode ser que a Europa em fevereiro não seja bom para você. Porque além de frio, escurece mais cedo.

Compre com antecedência. Passagens de trem, avião, navio e etc, são mais baratos se comprados bem antes da data de partida. (Viram o que houve com meu bilhete de trem) É até uma questão da lei da procura e da oferta – que aprendemos em economia. Confome vai aumentando a procura por determinado destino, trecho, cidade, o preço se eleva. Existem as ressalvas – promoções de última hora - para preencher lugares vazios, mas acho que não vale a pena esperar e correr o risco de pagar muito mais caro depois. 

Uma alimentação saudável é indispensável para aguentar o ritmo da viagem. Mas é com ela que devemos tomar grande cuidado, pois você gasta sem perceber. Compra um biscoitinho aqui, um croissant alí, quando vê, já foi uma graninha… rs Claro que você não vai se privar das delícias gastronômicas de um lugar, simplesmente a fim de economizar, não acho que valha a pena. Só digo que não precisa fazer grandes descobertas todos os dias da viagem, porque elas custam… rs

Tome um bom café da manhã. Quanto melhor você se alimenta na primeira refeição do dia, mais tarde você sentirá fome, não precisando desembolsar um troquinho para aplacar a vontade de comer. Ande sempre com barrinhas de cereais ou similares na bolsa/mochila, para se alimentar entre as refeições.

Faça compras em supermercados. Essa eu utilizava muito em Montreal. Adorava passear nos mercados, comprava coisinhas para comer entre as refeições e também sanduiches que serviam de almoço (Sandwich de fromage, virou meu amigo). Assim economizava a grana para fazer outras coisas leigais. Sei que nos albergues que vou ficar, tem geladeira e armários para os hospedes guardarem a comida, e cozinha com microondas e tal.

Pesquise muito! A internet é uma fonte maravilhosa de informações como já disse a todos. Os blogs e foruns possuem informações de ouro. No próximo post eu prometo que colocarei os melhores lugares na net para pesquisar preços e informações completas sobre diversos países da Europa.  Alguns que descobri sem querer e outros que me foram indicados que permitem viajar antes de sair do Brasil.

Quanto levar?

moneyA grande pergunta que assombra as pessoas que começam a planejar uma viagem é? (pelo menos, nós que trabalhamos e sabemos o quanto custa cada centavo…rs) Quanto dinheiro eu devo levar para gastar por dia? Perguntei isso para tanta gente, em fóruns, vi comunidade no orkut, blogs… enfim e  em cada um encontrei um valor ideal similares? Claro que não. As respostas variaram de 30 a 100 euros por dia, sem contar o gasto com hospedagem.  

Isso porque cada pessoa tem um estilo de viagem, cada um tem prioridades estabelecidas de onde e como gastar, como se transportará dentro da cidade. Algumas pessoas gostam de comer sempre em restaurante, outras comem em supermercados. Tem gente que adora uma comprinha, e outros são muquiranas por natureza. Você deve saber qual é mais ou menos seu estilo, e você tem que ter em mente que, ir para a Europa para passar fome ou vontade, não valhe a pena.

O valor diário também depende das cidades do seu roteiro, visto que umas tem o custo mais elevado que as outras. Mas a média de todas as minhas fontes ficaram em torno de 50 a 60 euros por dia, por pessoa. De onde surgiu esse número? Bem, 20 euros para alimentação, 15 para atrações, 5 para transportes e 10-20 para gastos extras (como lembrancinhas e internet). 

É importante você definir um montante e se esforçar ao máximo para não sair do orçamento. Mesmo assim, em todo caso, é melhor ter um cartão de crédito internacional com um limite folgado para qualquer emergência. Dependendo, pode até sobrar algo para alguma extravagância no fim da viagem.  

Pelo que pude ver, quanto menos você pretende gastar, mais você tem que pesquisar. As cidades que vou têm museus com dias grátis, transportes mais baratos e tours de graça e macetes para a comunicação com o Brasil, entre outras coisas. Estas informações vou colocar em posts mais para frente. Quando eu voltar digo se consegui me manter no orçamento ou se tive que pedir socorro…rs

Descontos a partir do Brasil

Já disse várias vezes que pretendo viajar com um budget bem certinho… então, começando a série de como economizar na Europa… rs esse post vai tratar de pequenas coisas feitas no Brasil, que podem diminuir o seu custo de viagem em alguns euros. São as famosas carteirinhas de desconto.

Carterias de desconto

Carteiras de desconto

Sabe aquela carteirinha de estudante, da ISIC, que muitos utilizam para pagar meia entrada no cinema? Ela oferece descontos nos mais diversos lugares, monumentos, atrações e restaurantes.  Para você ter uma idéia, em Londres: 10% de desconto na acomodação em Astor Hostels e St. Christopher’s Inn (Albergues bons, recomendados em vários sites). Desconto de algumas libras para ir na Tower of London e outras exposições. Cardápio com preço especial no Hard Rock Café, entre outros.

Paris: Desconto de até 50% em alguns locais como: a Opera Garnier, Tour Montparnasse, Cité de Sciences et de l’industrie e Musée de l’Armée. Além de muitos restaurantes e lojas. 

A Carteira de Alberguista, filiado a Hostelling International. Muitas pessoas não fazem questão de fazê-la, pois existem muitos albergues bons que não são filiados à rede. Mas fique atento porque alguns hostels HI oferecem descontos para quem é credenciado, ou cobram uma taxa extra por noite para quem não é. Existem inclusive, alguns albergues, como os que vou ficar na França, que você só pode se hospedar se for membro da associação.  Ou paga 40 reais aqui no Brasil, ou faz a carteira na hora por 11 euros, mais uma taxinha.

A Carteira do Jovem, pode ser feita por pessoas que não são estudantes mas têm menos que 25 anos. Ela não oferece a mesma quantidade de benefícios, e na europa, os jovens até 26 anos normalmente têm descontos em museus, bilhetes de trem e outros, independente da carteirinha. 

Já corri e logo fiz as minhas: de albergue e de estudante. São pequenas coisas, mas que podem ajudar no orçamento.

Não é tão caro quanto parece

Eu acho que a maioria das pessoas já sonhou em ir à Europa em algum momento de sua vida, e eu não era diferente. Vários amigos meus já foram ou moraram lá por um tempo e em 2005, quando tive a oportunidade de fazer uma viagem, a grana estava um pouco curta para o Velho Continente. Este ano, tinha a idéia de fazer um cruzeiro no Carnaval, mas não deu certo. Comecei a somar o que gastaria no navio, e a pesquisar passagem para a Europa  e pronto… o sonho e a idéia estavam instalados. Agora só faltava duas coisas: definir o meu roteiro e o quanto poderia gastar.

Para uma tímida assalariada como eu, as excursões saindo daqui do Brasil eram muito caras, as diárias de hotel elevadas e então a solução era ficar em albergues e me virar por lá.

Nesse esquema, a viajar para a Europa não sai tão cara quanto as pessoas imaginam. Não to falando que é baratinho, requer um certo planejamento (ou finaciamento… rs) mas a grande faca é mesmo a passagem aérea…rs Claro que tudo depende do estilo de viagem que você quer fazer. Como o luxo não me importa muito, decidi ficar em albergues. Mas e agora? Nunca fiquei hospedada em albergue. É bom que nossos amigos estão sempre prontos para nos ajudar e com eles, pude perceber muita coisa sobre esses lugares.

Os albergues europeus são muito diferentes do que os brasileiros pensam em seu ‘imaginário popular’. A qualidade de alguns deles é muito superior. Mas também, temos que sentender que um albergue não é um hotel cinco estrelas, a privacidade é reduzida, sempre tem gente chegando e saindo, a maioria tem banheiro e chuveiro compartilhados.

Quarto do St. Christopher's Inn em Londres

Quarto do St. Christopher's Inn em Londres

As diárias dos melhores lugares na Europa estão em torno de 20 euros, muitas incluem o café da manhã. Um hostel também se difere de um hotel, pelo fato de ter alguns ambientes comuns que facilitam a integração a a amizade entre os hóspedes. Há cozinha comunitária , sala de TV ou de jogos.  Meus amigos me fizeram ver que esses locais são seguros, agora só faltava uma coisa… escolher as cidades que queria conhecer, para definir em qual dos milhões de albergues eu iria ficar hospedada…