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Versalhes – o Castelo

O castelo de Versalhes era um dos locais que eu precisava-visitar-senão-ia-morrer quando viajei para a Europa. Quem me conhece sabe que eu sempre adorei histórias de reis e rainhas, complôs da aristocriacia, revolução francesa e que Maria Antonieta da Sofia Coppola é um dos meus filmes favoritos. Qual a minha alegria ao passar por aqueles portões… Tem muitas coisas para falar sobre Versalhes, então vou dividir esse assunto em vários posts. Espero ter tempo para escrever sobre eles o mais rápido possível. Antes de mais nada, um pouco de história sobre o Castelo mais visitado da França.  Continue lendo

Villandry e seus jardins

Não sou muito confiável quando o assunto é castelos, acabo sempre achando algo interessante neles, seja para ler, estudar ou visitar. Mas o Castelo de Villandry é fenomenal, e já decidi que quando voltar para a região, volto nele. Motivo: Uma chuva torrencial ‘limitou’ minha visita pelos magníficos jardins, e aposto que em dias ensolarados, eles devem ser ainda mais maravilhosos. Com certeza os mais bonitos que já vi. Vamos a história do castelo.

Ele fica a 15km de Tours. Foi um dos últimos grandes castelos construído na região do Loire, terminado em 1536. No local, conhecido como Colombiers, havia uma fortaleza da qual restaram apenas a fundação e a torre de menagem que se destaca do restante da construção. Os descendentes do proprietário original, conservaram o castelo do modo como eram até 1754, quando foi comprado e atualizado com os padrões de conforto e higiene do século XVIII. Depois disso, ele foi abandonado, tanto que chegou quase a ser demolido, tal eram as condições inabitáveis. Entretando, em 1906, Joachim Carvalho, o adquiriu e teve a brilhante idéia de restaurá-lo aos padrões renascentistas, e isso incluiu os jardins, do modo como os vemos hoje. 

Os jardins são divididos em cinco:

Jardim do amor – Suas formas expressam os tipos de amor existentes.

Jardim dos vegetais – Todo feito com plantas comestíveis como: repolho, beterraba. Nunca pensei que plantação de comida poderia ser tão harmoniosa e bonita. Quando as frutas e vegetais estão no ponto de serem colhidos, eles  são distribuídos aos visitantes. (Informação da guia)

Jardim musical – Sua disposição é uma homenagem aos instrumentos musicais e seus sons.

 Jardim das ervas -  O aroma deste jardim pode ser sentido de longe. É uma delícia passear por entre os arbustos de ervas medicinais e sentir os diversos cheiros.

Jardim da água - Possui um espelho d’agua no estilo Louis XV, e um clima de meditação e descanso, quando se olha a água parada, rodeada por verde.

Não tive tempo de ir ao labirinto, nem de ficar espalhada muito pelos jardins. Mas recomendo a todos, no Vale do Loire, este é um castelo que não se pode perder. Eu fique felicíssima, pois foi um dos castelos que mais amei, e ainda, onde eu gastei menos na entrada…rs

O valor da visita:

Adulto: €9 (castelo e jardins) €6 (só os jardins) 

Crianças e estudantes (- de 25 anos): €6 (C e J)€ 3,50 (j)

Quem quiser o audioguide, paga três euros a mais.

Castelo ao fundo

Castelo ao fundo

Vista do pátio

Vista do pátioJardim de vegetais

Jardim do amor

Jardim do amor

Clos Lucé

 
Estive sumida por 1 semana para resolver assuntos pessoais, mas estou de volta com a série sobre os lugares do ‘Vale do Loire’.  A mansão Clos Lucé  não é um castelo,  mas tem sua importância  porque foi o local onde Leonardo DaVinci viveu por três anos e morreu em 2 de maio de 1519, aos 67 anos.  Aí vai uma dica, se você não curte muito DaVinci ou não tem interesse em ver coisas dele, saiba que pode dispensar a ida ao local. A casa está situada a 500 metros do Chateau Royal d’Amboise (Muito bonito e será tópico do próximo post) e dizem que é ligada ao castelo por um túnel subterrâneo, o qual o Rei Francois I utilizava para ter encontros com Leonardo, a quem admirava muito. O pintor, arquiteto e engenheiro trouxe com ele, três de suas mais importantes obras: A monalisa, A virgem e o menino com Santa Ana e São João Batista. 
Bicicleta e "carro"

A casa foi um emblema da renascença na França, sob o reinado de François I, e hoje é um tributo total ao grande artista italiano. A parte interior é como se fosse uma casa habitada. Os móveis estão lá, utensílios de cozinha, e o quarto de trabalho de Leonardo DaVinci também, com manuscritos originais. No subsolo, foi criado um espaço que deu vida às engenharias do engenheiro e arquiteto DaVinci. Alunos da IBM analisaram os projetos e manuscritos do artista e recriaram 40 miniaturas de suas obras, do modo que seriam feitos na época. Isso quer dizer, utilizando materiais, e tecnologia da época (Como a foto acima). Além disso, ao redor da casa, existe um enorme parque com 15 das invenções em tamanho natural: Pontes, a hélice em parafuso, canhão, o moinho de múltiplos cilindros… E vários pontos onde você senta e escuta algo sobre técnicas de pintura, e imagens mais importantes do pintor.

Uma pena que não consegui ver todas funcionando porque o tempo era curto, o dia longo e o parque gigante.

Endereço: 

Le Château du Clos Lucé – Parc Leonardo da Vinci

Dernière demeure de Léonard de Vinci

37400 Amboise

Val de Loire – France

Tarifas:

Alta temporada: €12,50 adultos, € 9 estudantes e € 7 crianças

Baixa temporada: € 9,50 adultos, € 7 estudantes e € 6 crianças 

 

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Lateral da casa

Lateral da casa

Castelo de Chenonceau

 Este castelo, é conhecido como o Chateau des Dames, sua história remonta ao século XIII, mas sua importância só surge por volta do século XVI, por causa das intrigas reais que o envolveram. Lá viveram mulheres famosas da história francesa como Diane de Poitiers (amante de Henrique II) e Catarina de Médici (mulher legítima e regente do país depois da morte de Henriquei II), além de 5 rainhas, a Rainha Margot (do filme, para quem o assistiu), Elisabeth de France, Marie Stuart, Elisabeth da Áustria e Louise de Lorraine. Ele possui jardins belos à sua volta, mas é mais famoso pelo peso histórico e coleção de mobiliário renascentista, e tapeçarias do século XVI e XVII. Ele está na margem do rio Cher. Quem quiser saber mais sobre a história pode clicar aqui ou visitar o site oficial aqui.

Pode ter sido azar meu, mas não fiquei tão feliz com a visita desse castelo, que depois de Versalhes, é o que recebe mais visitantes da França. (Prometo que ainda faço um post sobre o Magnífico castelo de Versalhes) O lado de dentro é muito bonito, a sala verde da Caterine de Médici, as tapeçarias (o cheiro de coisa velha), os móveis… Claro que ele é legal, como todos os castelos são para mim, e carrega uma importância histórica muito grande, mas fiquei decepcionada. Por que? Por causa do exterior. Achei que as fotos publicitárias dele mostravam um castelo muito mais bonito e imponente do que encontrei na realidade. O dia não estava muito bonito, e o castelo ainda estava em reforma, além de achar os tijolos carcomidos  ‘nao preservados’,  acho que o motivo da reforma. Quem quiser fazer uma visita ao castelo pela internet, as salas estão muito bem expostas aqui. Se eu soubesse teria dado prioridade à outros castelos que não deu tempo de ir e se voltar para lá, não visitaria Chenonceau de novo. Vale relembrar que as opiniões variam,  já ouvi pessoas dizerem maravilhas sobre ele, então acho que só estando lá para poder avaliar.  Do lado de fora, além dos jardins, existe um restaurante que dizem que é muito bom, L’orangerie, além da loja de souvenirs.

O valor de entrada
Adultos:
10 €
Crianças de 7 a 18 anos :
8 €
Estudantes – apresentando carteirinha e/ou comprovante :
8 €

As visitas com audio custam 4 euros a mais, independente da categoria na qual você se enquadra.

 Algumas fotinhos:

Vista lateral do castelo

Vista lateral do castelo

Entrada do castelo

Entrada do castelo, comigo na porta... rs

 

Quarto da Diana de Poitier, favorita do rei Henrique II

Quarto da Diana de Poitier, favorita do rei Henrique II

Aposento Luis XIV, criado para a visita do monarca

Aposento Luis XIV, criado para a visita do monarca

O labirinto

O labirinto

O Vale do Loire

castelos do loire

Quando comecei o curso de francês na Aliança Francesa – com uns 13 anos – recebi uma France Guide que falava sobre os castelos desta região. Fiquei apaixonada, e decidi de imediato que assim que fosse para a França, não iria deixar de conhecer pelo menos alguns. Fui, e continuei apaixonada, mas descobri que a região demanda muito mais tempo, para que possamos descobrir seus segredos. Então, estou disposta a voltar lá outras vezes. Mas o que é o Vale do Loire?

 O Loire é o rio mais longo da França, e ao longo dele estão localizados mais de 300 castelos, hoje, Patrimônio da Humanidade/UNESCO. As construções na região começaram com a necessidade da criação de fortalezas no século X, em plena idade média e suas infinitas disputas, sendo a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), a que mais atraiu nobreza para este local. Entretanto, a partir de 1461, o rei Luís XI transformou a região de Tours na capital francesa, e de lá iniciou a reconstrução do país. Influenciado pela posição central no território do reino, e pela proximidade do grande rio, que era o meio de transporte e comunicação mais importante da época. A mudança da nobreza para a região, nesta época, alterou a arquitetura dos castelos que era baseada no conceito medieval de fortificações. O rei Carlos VIII, com a contratação de artistas e arquitetos italianos para a corte, incentivou inúmeras  remodelações dos palácios com caracterísiticas renascentistas. Em 1594,  a capital da França  retornou à Paris, mas a região continuou importante para os reis e a nobreza, mas como local de lazer e casa de veraneio. Para quem gosta de história, como eu, é uma região fascinante, pois podemos vivenciar uma parte dos acontecimentos que  mudaram os rumos da civilização ocidental. Nesta região viveram Leonardo DaVinci, Catarina de Medici e Diane de Poitiers, Joana D’arc, Balzac e outras personalidades muito conhecidas. Para quem procura cidades românticas e bons vinhos, a região também oferece muitas opções.

O Vale do Loire é conhecido como o Jardim da França, também por apresentar terras férteis e cultiváveis. A culinária local é bem diversificada, apresenta abundância em queijos, vegetais e frutas. Além de produzir bons vinhos, seus principais Melon de Bourgogne (Muscadet), Chenin Blanc (Vouvray, Savennières, etc. e outros espumantes), Sauvignon Blanc (Sancerre, Quincy, Tourraine e outros da região central), Cabernet Franc (Chinon, Bourgueil, Saumur Champigny),
Pinot Noir (Sancerre Rouge). Quem gosta de vinhos, não pode perder a oportunidade de fazer degustações nas diversas Caves de lá. Os vinhos não são caros e são saborosos (para uma pessoa que não tem muitos conhecimentos sobre vinho, como eu… rs)

Este post teve como objetivo fazer uma introdução da importância histórica da região para a França, e que hoje também tem grande importância turística. Próximos virão com detalhes das cidades e dos castelos que visitei.

Paris Museum Pass

Passado o feriadão, volto à minha vida normal. Mas a viagem já está aí, falta menos de 15 dias!! Já sonhei diversas vezes com a Torre Eiffel, ou com o albergue de Londres… a antecipação está tomando conta! Conversei com a Pri, e a convidei para escrever um post com dicas de Barcelona.

Conforme prometido há muito tempo atrás, aqui vão algumas outras dicas de Paris. A cidade possui um Museum Pass, que é o cartão que dá acesso aos parispassprincipais momumentos e museus da cidade: Museu do Louvre, Arco do Triunfo, Centre Pompidou, Musée D’Orsay, Panthéon, Sainte Chapelle e ainda, Versalhes muitos outros.

Você pode comprá-lo para 2, 4 ou 6 dias (€ 32, € 48 e € 64 respectivamente)

Para se ter uma idéia, o valor de algumas atrações são:

Arco do Triunfo – € 9

Centre Pompidou – € 12

Chateau de Versailles – € 15

Sainte Chapelle – € 8

Museu Rodin – € 6

O passe vale muito a pena, se você pretende passar por muitos museus e monumentos. Agora, se for visitar apenas o Museu do Louvre ou as torres de Notre-Dame, já fica um pouco caro. Outra grande vantagem do passe é que você não pega fila, com excessão da Sainte Chapelle e Notre-Dame. Agora imagina chegar em Versalhes, se deparar com uma fila do tamanho desta aqui, na qual você perderia pelo menos 2 horas do seu super corrido dia.

Foto do Blog Viaje na Viagem

Para perceber que você não precisa entrar nela, pois os detendores do passe, não passam pela bilheteria, entram direto no castelo.  Só isso já não paga os euros do Museum Pass? rs A pessoa só deve ficar atenta aos dias em que os museus fecham para não dar com a cara na porta. (Versalhes, segunda-feira; Louvre, terça-feira).

Outra maneira de economizar nas visitas aos museus é ficar atento aos dias gratuítos. Normalmente o primeiro domingo do mês, mas as filas são sempre um pouco maiores (assim, me disseram). E o Louvre oferece outra maneira interessante para os visitantes jovens: todas as sextas-feiras, das 18h às 22h os menores de 26 anos não pagam a entrada.

Como o google maps facilita nossa vida

Algumas pessoas ainda insistem em mal-dizer a tecnologia, mas para os turistas utilizá-la é fundamental – principalmente a internet. Podemos fazer pesquisas dos destinos, dos locais onde queremos ou não ir, reservar hotéis e albergues, milhares de coisas. Agora uma que está me ajudando muito com a elaboração do roteiro ou para verificar a localização de pontos em que eu quero passar é o Google Maps.

Nossa, lá tem mapas de qualquer cidade do mundo, e você pode traçar rotas a pé ou de carro nelas. Veja um exemplo de um mapa onde inseri locais de Paris que eu pretendo visitar.

Mapa Paris

Nele estão: Arco do Triunfo, um trecho da Champs Elysées, A Pont D’alma (onde está o monumento que agora é da Princisa Diana), a Place de la Concorde.

É possível ver a direção dos monumentos, além das distâncias entre eles. Nesse pedacinho já vi que para percorrer todos esses lugares são aproximadamente 2,6Km.  Eles estão implementando um sistema nas cidades européias (só tem em Paris e Roma) que você pode ver as imagens das ruas, e percorre-las pelo site. Não é igual ao Google Earth, que você vê a imagem de cima. No Maps, sua visão é como se estivesse em frente. Veja, o Arco do Triunfo.

Arco do Triunfo pelo visualisador de rua do Google Maps

Não é demais? Até o momento, as cidades que sei que permitem a vista da rua são Londres, Paris e Roma. (Bom, o Daniel do blog Ducs em Amsterdam me atualizou que o google está adicionando cidades de toda a Holanda e Reino Unido, além das que já mencionei). Você realmente viaja antes de pegar o avião. Não sou contratada pelo Google…rs mas essa ferramenta tem sido minha companheira.