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Viaje dentro do budget

Já que estamos no assunto dinheiro…rs resolvi falar  de outra maneira de fazer o dinheiro render mais: economizando na viagem. Pensei em algumas técnicas que utilizava quando fiz intercâmbio para Montreal e me resultaram em uma graninha extra todo dia.

Viaje em baixa estação. Você evita lugares cheios e com muitas filas. (Acho que a excessão é a Torre Eiffel, tem fila sempre… rs) Os voos e hospedagens são mais baratos. Viajar em julho e dezembro é sempre mais caro. Aqui no Brasil, sempre vou a Ilhabela, e na temporada de cruzeiros (verão), os preços são muito mais elevados que o normal, no exterior não seria diferente. No entanto, se você não curte frio, pode ser que a Europa em fevereiro não seja bom para você. Porque além de frio, escurece mais cedo.

Compre com antecedência. Passagens de trem, avião, navio e etc, são mais baratos se comprados bem antes da data de partida. (Viram o que houve com meu bilhete de trem) É até uma questão da lei da procura e da oferta – que aprendemos em economia. Confome vai aumentando a procura por determinado destino, trecho, cidade, o preço se eleva. Existem as ressalvas – promoções de última hora - para preencher lugares vazios, mas acho que não vale a pena esperar e correr o risco de pagar muito mais caro depois. 

Uma alimentação saudável é indispensável para aguentar o ritmo da viagem. Mas é com ela que devemos tomar grande cuidado, pois você gasta sem perceber. Compra um biscoitinho aqui, um croissant alí, quando vê, já foi uma graninha… rs Claro que você não vai se privar das delícias gastronômicas de um lugar, simplesmente a fim de economizar, não acho que valha a pena. Só digo que não precisa fazer grandes descobertas todos os dias da viagem, porque elas custam… rs

Tome um bom café da manhã. Quanto melhor você se alimenta na primeira refeição do dia, mais tarde você sentirá fome, não precisando desembolsar um troquinho para aplacar a vontade de comer. Ande sempre com barrinhas de cereais ou similares na bolsa/mochila, para se alimentar entre as refeições.

Faça compras em supermercados. Essa eu utilizava muito em Montreal. Adorava passear nos mercados, comprava coisinhas para comer entre as refeições e também sanduiches que serviam de almoço (Sandwich de fromage, virou meu amigo). Assim economizava a grana para fazer outras coisas leigais. Sei que nos albergues que vou ficar, tem geladeira e armários para os hospedes guardarem a comida, e cozinha com microondas e tal.

Pesquise muito! A internet é uma fonte maravilhosa de informações como já disse a todos. Os blogs e foruns possuem informações de ouro. No próximo post eu prometo que colocarei os melhores lugares na net para pesquisar preços e informações completas sobre diversos países da Europa.  Alguns que descobri sem querer e outros que me foram indicados que permitem viajar antes de sair do Brasil.

Quanto levar?

moneyA grande pergunta que assombra as pessoas que começam a planejar uma viagem é? (pelo menos, nós que trabalhamos e sabemos o quanto custa cada centavo…rs) Quanto dinheiro eu devo levar para gastar por dia? Perguntei isso para tanta gente, em fóruns, vi comunidade no orkut, blogs… enfim e  em cada um encontrei um valor ideal similares? Claro que não. As respostas variaram de 30 a 100 euros por dia, sem contar o gasto com hospedagem.  

Isso porque cada pessoa tem um estilo de viagem, cada um tem prioridades estabelecidas de onde e como gastar, como se transportará dentro da cidade. Algumas pessoas gostam de comer sempre em restaurante, outras comem em supermercados. Tem gente que adora uma comprinha, e outros são muquiranas por natureza. Você deve saber qual é mais ou menos seu estilo, e você tem que ter em mente que, ir para a Europa para passar fome ou vontade, não valhe a pena.

O valor diário também depende das cidades do seu roteiro, visto que umas tem o custo mais elevado que as outras. Mas a média de todas as minhas fontes ficaram em torno de 50 a 60 euros por dia, por pessoa. De onde surgiu esse número? Bem, 20 euros para alimentação, 15 para atrações, 5 para transportes e 10-20 para gastos extras (como lembrancinhas e internet). 

É importante você definir um montante e se esforçar ao máximo para não sair do orçamento. Mesmo assim, em todo caso, é melhor ter um cartão de crédito internacional com um limite folgado para qualquer emergência. Dependendo, pode até sobrar algo para alguma extravagância no fim da viagem.  

Pelo que pude ver, quanto menos você pretende gastar, mais você tem que pesquisar. As cidades que vou têm museus com dias grátis, transportes mais baratos e tours de graça e macetes para a comunicação com o Brasil, entre outras coisas. Estas informações vou colocar em posts mais para frente. Quando eu voltar digo se consegui me manter no orçamento ou se tive que pedir socorro…rs

Definindo o roteiro

Quando se está com o orçamento e o tempo apertados, uma das coisas mais difíceis de se fazer é escolher apenas algumas cidades, dentre tantas as opções disponíveis. Principalmente para nós que não temos a oportunidade de ir à europa todo ano. É duro, mas tem que ser feito. O primeiro passo é saber quantos dias você pretende ficar, quanto tem de verba e quais cidades que mais te interessam.

Fazendo as contas e juntando tudo, resolvi ficar por lá 21 dias. Pq? Tenho 30 dias de férias, resolvi guardar uma semana após para recarregar as baterias antes de voltar ao ritmo de trabalho.

Em primeiro lugar… Paris… A cidade luz sempre fez parte de meus planos. Além da Torre Eiffel, do Louvre, Notredame. Quando era mais adolescente, adorava ficar lendo livros sobre a Revolução Francesa, os reis e rainhas da França ( enfim, era bem nerd mesmo! rs) e com isso, para mim seria fascinante percorrer alguns dos caminhos, ver muitas das coisas que já tinha lido nos livros. E depois do filme Amélie Poulain, quem não deseja ir para lá?  Estudei francês por muitos anos, e sempre martelava na cabeça: “Você TEM que ir à Paris!”

A segunda cidade que escolhi, foi Londres. Desde que fui apresentada às peças de Shakespeare, acho suas histórias fascinantes. Além disso, sempre fui fã da música britânica, desde os Beatles, até os Libertines. Então, estar presente neste centro era um must. Roma também fazia parte do meu roteiro pré-concebido.
Mas e as outras cidades? Bom o melhor meio era iniciar por uma cidade e encerrar a viagem por outra. Assim evitaria perder tempo de voltar para uma cidade para retornar ao Brasil. Como é a minha primeira vez, tinha a intenção de conhecer o maior número de lugares, mesmo assim, algo legal, foi escolher ficar mais dias nas cidades que mais me interessavam (as duas primeiras citadas acima) e distribuir o resto dos dias para os demais países. Mas sem ficar pingando em tudo quanto é cidadezinha. Não tive dó de deixar uma cidade ou país para a próxima vez, porque além de ficar muito cansativo, você também perde tempo, ao chegar e sair de cada cidade.

O próximo passo era determinar os meios de transporte entre cada cidade. Me surpreendi com o valor dos voos das empresas low-cost como EasyJet  e Ryanair. Mesmo que muitos dos aeroportos se situem distantes dos grandes centros, elas podem apresentar grandes vantagens. Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, mal sabia que todos os meus planos, minhas rotas e escolhas iam mudar…

Não é tão caro quanto parece

Eu acho que a maioria das pessoas já sonhou em ir à Europa em algum momento de sua vida, e eu não era diferente. Vários amigos meus já foram ou moraram lá por um tempo e em 2005, quando tive a oportunidade de fazer uma viagem, a grana estava um pouco curta para o Velho Continente. Este ano, tinha a idéia de fazer um cruzeiro no Carnaval, mas não deu certo. Comecei a somar o que gastaria no navio, e a pesquisar passagem para a Europa  e pronto… o sonho e a idéia estavam instalados. Agora só faltava duas coisas: definir o meu roteiro e o quanto poderia gastar.

Para uma tímida assalariada como eu, as excursões saindo daqui do Brasil eram muito caras, as diárias de hotel elevadas e então a solução era ficar em albergues e me virar por lá.

Nesse esquema, a viajar para a Europa não sai tão cara quanto as pessoas imaginam. Não to falando que é baratinho, requer um certo planejamento (ou finaciamento… rs) mas a grande faca é mesmo a passagem aérea…rs Claro que tudo depende do estilo de viagem que você quer fazer. Como o luxo não me importa muito, decidi ficar em albergues. Mas e agora? Nunca fiquei hospedada em albergue. É bom que nossos amigos estão sempre prontos para nos ajudar e com eles, pude perceber muita coisa sobre esses lugares.

Os albergues europeus são muito diferentes do que os brasileiros pensam em seu ‘imaginário popular’. A qualidade de alguns deles é muito superior. Mas também, temos que sentender que um albergue não é um hotel cinco estrelas, a privacidade é reduzida, sempre tem gente chegando e saindo, a maioria tem banheiro e chuveiro compartilhados.

Quarto do St. Christopher's Inn em Londres

Quarto do St. Christopher's Inn em Londres

As diárias dos melhores lugares na Europa estão em torno de 20 euros, muitas incluem o café da manhã. Um hostel também se difere de um hotel, pelo fato de ter alguns ambientes comuns que facilitam a integração a a amizade entre os hóspedes. Há cozinha comunitária , sala de TV ou de jogos.  Meus amigos me fizeram ver que esses locais são seguros, agora só faltava uma coisa… escolher as cidades que queria conhecer, para definir em qual dos milhões de albergues eu iria ficar hospedada…